OS RISCOS DO USO DE PLANTAS MEDICINAIS DURANTE O PERÍODO GESTACIONAL
Esta revisão de literatura teve como objetivo principal identificar as plantas medicinais utilizadas por gestantes capazes de provocar efeitos nocivos à gestação, assim como descrever os principais metabólitos secundários responsáveis por estes efeitos. Foram utilizados artigos escritos entre os anos de 2011 e 2017, disponíveis em bases de dados eletrônicas como Scielo, Periódicos Capes, Llilacs, Medline e Science Direct. Foram selecionadas 98 publicações, destas 52 foram excluídos por apresentarem problemas metodológicos ou não se adequarem ao tema, sendo 46 artigos aproveitados. A fim de alcançar o objetivo estabelecido no estudo, foram apresentadas as plantas medicinais frequentemente utilizadas por mulheres durante o período gestacional, as quais acredita-se que por se tratar de vegetais, estão isentas de provocar qualquer dano a sua gestação. Plantas como boldo, sene, camomila, carqueja, angélica, arruda e outras, são comumente utilizadas pela população gestante a fim de aliviar os desconfortos desse período, como enjoos, flatulências, insônias, azia, depressão, insônia, dores nas articulações, emagrecimento, dentre outros. No entanto, as plantas medicinais possuem metabólitos secundários que são considerados tóxicos e capazes de provocar efeitos embriotóxicos, teratogênicos e abortivos, quando utilizados durante a gestação. Diante do que foi pesquisado, avaliando a relação risco/benefício, onde os estudos apontam muitos riscos oferecidos pelas plantas medicinais utilizadas na gestação, sugerem-se o uso controlado destes tratamentos durante o período gestacional com o devido acompanhamento médico.
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- Alternativa. Revista de Estudios Rurales
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